Linux / Comando rpm: consultar pacotes e o banco de dados instalado
O comando rpm consulta arquivos de pacotes RPM e o banco de dados de pacotes instalados, além de oferecer operações de verificação e gerenciamento. Use rpm -q para consultar o registro instalado e acrescente -p para examinar um arquivo RPM; para instalar com resolução de dependências dos repositórios, prefira o gerenciador DNF.
RPM é o sistema de empacotamento usado por distribuições como Fedora e Rocky Linux. Um pacote reúne arquivos e metadados, como nome, versão, arquitetura e instruções de instalação. O banco local registra os pacotes instalados; um arquivo .rpm recebido é um objeto diferente desse registro. Consultar um deles não comprova automaticamente o estado do outro.
Sintaxe e preparação
rpm [operação] [opção] pacote ou arquivo
Essa linha descreve a estrutura, não um comando para copiar literalmente. Nos exemplos, bash é o nome de um pacote, enquanto ./example.rpm representa um arquivo no diretório atual. Substitua esse caminho por um RPM real, obtido de uma fonte confiável e compatível com a distribuição.
Use um sistema com RPM instalado e consulte rpm --version, rpm --help e man rpm. Os manuais oficiais vinculados abaixo correspondem à série 6.0.x; a distribuição pode fornecer outra versão. As consultas dos exemplos normalmente dispensam privilégios administrativos, desde que o usuário possa ler o banco e o arquivo. Não acrescente sudo apenas porque uma consulta falhou: leia primeiro a mensagem.
Consultar pacotes instalados e arquivos locais
Conferir o registro e a versão instalada
rpm -q bash
A consulta usa o banco local. Se houver um pacote correspondente, a saída apresenta sua identificação; a versão e a arquitetura concretas dependem do sistema. Isso não pesquisa a versão mais recente dos repositórios nem comprova que o programa está funcionando. Quando não há correspondência, a consulta informa a falha e retorna um estado diferente de zero; outros erros, como dificuldade de acesso ao banco, também precisam ser distinguidos pela mensagem.
Listar caminhos registrados no pacote
rpm -ql bash
-q seleciona a consulta e -l solicita a lista de arquivos. Os caminhos são os registrados nos metadados do pacote: uma listagem não compara o conteúdo atual de cada arquivo nem substitui a verificação. Também não deve ser tratada como inventário de todos os arquivos que o usuário ou a aplicação criou depois da instalação.
Examinar um RPM antes de instalar
rpm -qpi ./example.rpm
A combinação significa consulta (-q), arquivo de pacote (-p) e informações descritivas (-i). Confira nome, versão, arquitetura e descrição. O nome informado dentro do pacote pode ser diferente do nome do arquivo; consulte a compatibilidade com a distribuição, não apenas a extensão .rpm. Essa operação não instala o pacote nem resolve suas dependências.
Ver a descrição não autentica a origem do download. Confira a fonte e a assinatura separadamente: rpmkeys --checksig ./example.rpm é a operação documentada para verificar os resumos criptográficos e as assinaturas do arquivo. É necessária a chave pública correspondente para verificar a assinatura, e a confiança nessa chave deve vir do fornecedor por um canal verificável. Leia o resultado completo; uma indicação de resumo válido, isoladamente, não comprova a identidade do fornecedor.
Fixar o formato da consulta
Para obter apenas o nome registrado, especifique o formato em vez de depender da apresentação padrão:
rpm -q --qf '%{NAME}\n' bash
Se houver um registro correspondente de bash, a saída ilustrativa para esse registro é:
bash
%{NAME} pede o campo do nome, e \n acrescenta uma quebra de linha. As aspas simples mantêm o formato em um único argumento do shell. O formato facilita a leitura por scripts, mas não elimina erros nem garante uma única correspondência: se houver variantes instaladas que correspondam à seleção, considere todos os registros retornados.
Verifique o estado de saída imediatamente após a consulta, por exemplo com printf '%s\n' "$?" em Bash. Zero indica sucesso, e um valor diferente de zero indica falha; interprete também a mensagem de erro. Não trate a saída vazia, sozinha, como prova de que o pacote não existe nem envie mensagens de erro para um campo de nome de pacote.
- Confirme a versão do RPM e decida se precisa consultar o banco instalado ou um arquivo recebido.
- Use o nome do pacote na consulta local; para um arquivo, confira o caminho e acrescente
-p. - Leia os campos e o estado de saída, distinguindo ausência de correspondência, erro de leitura e resultado válido.
- Antes de qualquer instalação, confira a origem, a assinatura, a compatibilidade e o plano de dependências do gerenciador da distribuição.
Opções e contexto de uso
| Opção ou formato | Finalidade |
|---|---|
-q |
Inicia a consulta de pacotes; o alvo padrão é o banco instalado. |
-p |
Com -q, seleciona um arquivo RPM, como em rpm -qp ./example.rpm. |
-l / -i |
No modo de consulta, mostram a lista de arquivos ou as informações do pacote. Fora desse modo, rpm -i significa instalar. |
-f caminho |
Com -q, consulta o pacote proprietário de um arquivo instalado: use rpm -qf seguido do caminho real. |
-V |
Compara propriedades dos arquivos instalados com os metadados registrados no banco. |
Verificação e cuidados com alterações
rpm -V bash compara propriedades como tamanho, resumo do conteúdo, permissões, proprietário e grupo com o registro do pacote. Diferenças merecem investigação, mas um arquivo de configuração modificado intencionalmente pelo administrador também pode aparecer. A saída pode indicar verificações que não puderam ser realizadas, inclusive por falta de permissão de leitura; consulte o significado dos marcadores no manual local.
A verificação não equivale a um diagnóstico completo de segurança nem restaura automaticamente arquivos. Considere o contexto das mudanças e a confiança no banco usado como referência. O modo de verificação também pode executar um script de verificação incluído no pacote; portanto, não o confunda com a simples listagem feita por rpm -q. Não execute operações de reparo ou restauração sem entender o que será alterado.
rpm -i atua na instalação e não é equivalente a rpm -qi. Para uma instalação comum que precise buscar dependências, use o gerenciador da distribuição. No DNF, um RPM local confiável pode ser passado a sudo dnf install ./example.rpm; a operação depende de compatibilidade e da disponibilidade das dependências necessárias. Revise toda a proposta antes de aprovar, inclusive atualizações, substituições e efeitos sobre serviços.
Não contorne erros ignorando dependências ou desativando a verificação de assinaturas. Se a consulta falhar, confirme o caminho ou o nome e investigue a mensagem antes de tentar alterar o banco. Consultar metadados não cria uma cópia de segurança; para alterações reais, preserve dados e configurações importantes e planeje a recuperação conforme a distribuição.
Pergunta frequente
Qual é a diferença entre rpm -q e rpm -qp?
rpm -q bash consulta o registro instalado do pacote bash. rpm -qp ./example.rpm consulta o arquivo RPM indicado, mesmo sem instalá-lo. Conseguir ler esse arquivo não significa que seu pacote está instalado, é compatível ou tem origem confiável.
Documentação oficial
Consulte o manual do comando rpm, a sintaxe de formatos de consulta e as opções comuns e estados de saída do RPM. A referência de rpmkeys detalha a verificação de assinaturas, e a referência de instalação do DNF explica arquivos locais e dependências. Confira as opções realmente oferecidas pela versão instalada.




