Linux / Comando lsblk: identificar discos, partições e montagens

O comando lsblk mostra os dispositivos de bloco reconhecidos pelo Linux e suas relações, incluindo discos, partições e volumes lógicos. Use essa visão para conferir o dispositivo e os pontos de montagem antes de uma alteração; uma linha sem montagem não comprova que os dados possam ser apagados.

Um dispositivo de bloco oferece armazenamento acessível em blocos, como um disco ou um volume virtual. A árvore de lsblk representa relações entre esses dispositivos, enquanto um ponto de montagem indica onde um sistema de arquivos está acessível na árvore de diretórios. Essas relações podem ser mais complexas que “um disco, uma partição e uma pasta”.

Sintaxe e condições de consulta

lsblk [opções] [dispositivo]

Os colchetes representam argumentos opcionais, não caracteres a copiar. A ferramenta faz parte do pacote util-linux. Verifique a versão instalada com lsblk --version, as opções com lsblk --help e a documentação local com man lsblk. As colunas e as opções disponíveis variam entre versões.

O manual de lsblk do util-linux explica que a ferramenta consulta o sysfs, uma interface de informações do kernel, e o banco de dados do udev, responsável pela identificação de dispositivos. Em ambientes com acesso limitado, a visão pode ser incompleta. Quando a obtenção de atributos depende de leitura direta do dispositivo, pode exigir privilégios; não altere permissões nem passe a acessar dispositivos como administrador sem necessidade e autorização.

No Bash 5.3.9 do Git para Windows usado nesta revisão, lsblk, blkid e findmnt não estavam disponíveis. As quatro consultas de lsblk retornaram “command not found”, código 127. A sintaxe dos exemplos foi verificada sem execução, e a interpretação foi confrontada com os manuais; não houve inspeção de discos Linux, montagem ou alteração de partições aqui.

Ver a hierarquia de dispositivos

lsblk

A saída padrão organiza os dispositivos em árvore. A coluna TYPE ajuda a distinguir tipos como disk, part e lvm, correspondentes a disco, partição e volume lógico. A indentação indica uma relação de dependência; não representa uma pasta dentro de outra nem garante uma relação exclusiva entre os níveis.

O mesmo dispositivo pode aparecer em mais de um ramo em configurações complexas. Não some todos os tamanhos da árvore como se cada linha fosse espaço físico independente. Um volume lógico pode depender de partições ou de outros dispositivos, e uma configuração de RAID (Redundant Array of Independent Disks), que combina dispositivos em um arranjo, requer a leitura do conjunto das relações.

Consultar atributos do sistema de arquivos

lsblk -f

A opção -f apresenta informações dos sistemas de arquivos, como tipo, rótulo, UUID e pontos de montagem. UUID, de Universally Unique Identifier, é um identificador usado para reconhecer um sistema de arquivos; rótulos e identificadores devem ser comparados com o inventário do ambiente, sem presumir que um nome curto de dispositivo permanecerá igual.

Os nomes /dev/sda e /dev/sdb, por exemplo, podem mudar conforme a detecção e a ordem de conexão. Outros tipos de dispositivos seguem nomes diferentes. Antes de uma alteração, confira a identidade atual e os dispositivos relacionados, em vez de reutilizar um nome anotado em uma sessão antiga.

A ausência de FSTYPE, UUID ou rótulo não demonstra que o dispositivo esteja vazio. Pode haver uma camada de criptografia, um componente de volume, metadados não disponíveis para a consulta ou um tipo de conteúdo diferente do esperado. O manual de blkid explica a identificação de conteúdo e as limitações de informação em cache para usuários sem privilégios.

Escolher as colunas explicitamente

lsblk -o NAME,SIZE,TYPE,FSTYPE,MOUNTPOINTS

Essa consulta reúne nome, tamanho, tipo de dispositivo, tipo do sistema de arquivos e pontos de montagem. SIZE é o tamanho do dispositivo, não o espaço disponível para novos arquivos. Para verificar espaço usado e livre no sistema de arquivos de um caminho, consulte o guia do comando df.

Os tamanhos legíveis usam potências de 1024, mesmo quando o sufixo aparece abreviado como G. A opção -b solicita tamanhos em bytes. Consulte as colunas locais com lsblk --help ou, nas versões que oferecem a opção, lsblk --list-columns. Se uma coluna não existir, não trate o erro como uma lista vazia de dispositivos.

MOUNTPOINTS, no plural, pode apresentar vários pontos de montagem em uma célula com várias linhas. MOUNTPOINT, no singular, mostra apenas um ponto, normalmente a montagem mais recente do sistema de arquivos. Essa diferença importa quando o mesmo conteúdo está acessível por mais de um caminho.

Ler um exemplo de disco e partições

lsblk -o NAME,SIZE,FSTYPE,MOUNTPOINTS

O bloco abaixo é uma ilustração preservada do exemplo original, não uma saída obtida neste ambiente. Ele omite TYPE; use a consulta anterior para conferir explicitamente o tipo no sistema real.

NAME   SIZE FSTYPE MOUNTPOINTS
sda     40G
├─sda1   1G vfat   /boot/efi
└─sda2  39G ext4   /
  • sda representa o disco de 40G nesta ilustração. O tamanho do disco não informa quanto espaço há livre dentro dos sistemas de arquivos.
  • ├─sda1 representa uma partição de 1G ligada ao disco; o tipo apresentado é vfat, com montagem em /boot/efi.
  • └─sda2 representa outra partição do mesmo disco, com 39G e um sistema de arquivos ext4 montado em /.
  • Os traços e a indentação ligam as partições ao dispositivo do qual dependem. Em um arranjo com volumes lógicos, RAID ou criptografia, podem aparecer outras camadas e relações repetidas.

O campo de montagem vazio na linha do disco não o torna descartável: as partições da ilustração sustentam o sistema em execução. Da mesma forma, um volume sem uma montagem visível pode ter outra função. O lsblk não verifica a existência de backups nem concede autorização para formatar um dispositivo.

Opções principais

Opção Finalidade e limite
-f Mostra informações de sistemas de arquivos. O conjunto padrão de colunas pode variar.
-o COLUNAS Escolhe as colunas de saída; use nomes disponíveis na versão instalada.
-p Mostra caminhos completos dos dispositivos, sem tornar esses nomes permanentes.
-J Produz JSON (JavaScript Object Notation), um formato estruturado de dados; especifique as colunas esperadas.
-a Desativa filtros internos, incluindo dispositivos vazios e discos RAM que podem ser omitidos por padrão.

Usar JSON sem depender das colunas padrão

Para uma consulta estruturada, lsblk -J -o NAME,SIZE,TYPE,FSTYPE,MOUNTPOINTS seleciona explicitamente os campos. Confira o código de saída e leia o JSON com um analisador apropriado; não tente extrair campos apenas pela posição das palavras na tabela do terminal.

No lsblk, a árvore e a matriz children no JSON dependem da presença de NAME ou da solicitação explícita de árvore com --tree. Se o seu processamento precisa das dependências, preserve essa condição. Uma saída em lista, selecionada com --list, tem outro propósito e não representa as relações da mesma forma.

Selecionar colunas não fixa automaticamente a representação de todos os valores. Se precisar de tamanhos em bytes, acrescente -b e trate também campos ausentes, valores não informados e múltiplos pontos de montagem de acordo com a saída da versão utilizada. Nenhum JSON real foi produzido no ambiente de teste desta revisão.

Conferir antes de alterar um dispositivo

  1. Identifique o host e a operação pretendida. Liste a árvore e leia o tipo, o tamanho e todas as camadas relacionadas, incluindo partições e volumes lógicos.
  2. Compare atributos e identificadores com o inventário e com as informações de blkid, quando houver acesso autorizado. Um identificador ou um rótulo isolado não substitui a comparação do conjunto.
  3. Confira os pontos de montagem e os caminhos de dados. findmnt --target / consulta o sistema de arquivos associado à raiz; substitua o caminho pelo destino que quer investigar, conforme o manual de findmnt. Isso não monta nem desmonta um volume.
  4. Confirme a função do armazenamento, os serviços dependentes, os backups e o plano de recuperação antes de qualquer alteração. Se a identidade ou o uso ainda estiverem incertos, conclua a investigação antes de mudar o dispositivo.

Um dispositivo recém-conectado pode aparecer antes de o udev terminar de coletar seus atributos. Aguarde o processamento do sistema e confira novamente; o manual descreve udevadm settle para sincronizar essa espera quando apropriado. Não interprete uma coluna momentaneamente vazia como um dispositivo seguro para apagar.

Pergunta frequente

O que significa TYPE igual a lvm?

Significa um dispositivo de bloco de volume lógico gerenciado pelo LVM, o Logical Volume Manager. Confira seus dispositivos de apoio e as montagens associadas na árvore. O volume lógico é uma camada de armazenamento; seu nome e sua presença na lista não demonstram que esteja sem uso ou que tenha backup.